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Published at 20:29 in pesquisa, shidon soares

Published at 20:28 in pesquisa, zinho trindade
Eu quero maracatucar
Quero num maracatu gemer
o meu sofrer secular
é um lamento bonito
que vai pro infinito
ao calunga
de Yemanjá...
Eu não quero envelhecer
Eu não quero escravidão
Eu quero juventude e liberdade
Eu quero é maracatucar.
Meu maracatu é da coroa imperial
É de Pernanbuco, ele é da casa real.
Published at 20:28 in pesquisa, renato palmares
25 toneladas!
25 mil quilos soterram o pequeno homem de sonhos minúsculos,
Porém, grandes demais pro tamanho de seu mundo
250 quilômetros andou em círculo o pequeno homem até seu túmulo
Nunca levou um golpe de sorte em toda sua vida o pequeno homem
Mas em um só dia de Sol a Sol e 24.250 golpes o levaram.
Sobre ele, sete palmos de terra e vinte cinco toneladas de álcool que não embriaga
E açúcar que não adoça.
Vinte cinco toneladas de cana soterram o pequeno homem de sonhos tão minúsculos
Que eram invisíveis aos olhos do dono das toneladas.
Published at 20:27 in pesquisa, serginho poeta
Published at 20:27 in luan luando, pesquisa
Traição
O Sr. Revolver
Encontrou a dona bala
Nos braços
Nos peito
No coração de um desconhecido
... vagabunda.
Ministério
O ministério da minha saúde adverte beber coca-cola é prejudicial a pé, cabeça, coluna, coração e a tudo que pode se furar com balas de guerra.
Ao persistir os sintomas o poder popular deverá ser consultado.
Revolta
Volto para a fila do hospital,
Revolto e volto que me revolta.
A fome volta e revolta,
A enchente volta,
As mortes e os destroços revoltam,
Essas voltas, revolta e reviravolta.
Me revolta
Mocambo
(refrão 2x)
salve...maloqueiro, mocambeiro, brasileiro
salve...mocambeiro, brasileiro, maloqueiro
salve...brasileiro, maloqueiro, mocambeiro
rimo por amor não pelo dinheiro.
nesta luta não estamos só
ouça nossa voz
que patrão o que, vamos trabalhar pra nós
olha que visão
maldita alienação
quer servi o patrão
caixa de Pandora, caverna de Platão
por isso que eu mocambo, que cambo, que sambo
sou poeta deverás
negros jacobinos, panteras
construindo o poder popular
do socialismo, libertário, palmarino, periférico
descendentes malês muçulmanos
negros Bolivarianos
nos mocambos latino americanos
proclamando a união das quebradas
a internacional favelada.
A enchente veio, alago,lago
levo, mato
a lama fico.
Depois a gente lava
com o livro começou
com livro que isso acaba
salve Lila guerreira nagô
que nos quilombos literário falo
vontade de terreiro mocambado de palmeiras
de troca idéia com as tiazinha da fera
vontade de mim estudar
no cabelos,nos pés, mãos
nos olhos, nas tranças, nas danças
vontade de reler a história no curso das veia
periferia é minha telha
minha teia
a burguesia que se foda
vaguei os livros me sujei com a merda toda
não preciso ler sua patifaria
tenho minha própria academia
olha só
é tempestade cultural
é edições toró
a arte aqui ferveu
as vozes negras clariô
(refrão 2x)
salve...maloqueiro,mocambeiro,brasileiro
salve...mocambeiro,brasileiro,maloqueiro
salve...brasileiro,maloqueiro,mocambeiro
rimo por amor não pelo dinheiro.
Na direita a escopeta
na esquerda a caneta
vamos pra treta
teatro do oprimido
Augusto Boal, valeu Lona preta
a terra é de todos
a terra é pra todos
MTST, a luta é pra valer
salve Helena sem teto, diva de tróia
nesse ciclo incandescente
negra, mulher,brasileira chapa quente
essa mina que eu falo
é como Frida Calo
Dandara do corre
negâ do porre
mulher de pele preta
que corre atrás das letras
como Carolina Maria de Jesus
ouvindo Veja a Luz
salve...salve Clementina de Jesus
por isso que mocambo,que cambo, que sambo
sou sujeito bamba
toca essa macumba
arrepia essa zabumba
a lua daqui é mais bela
arte feito angu, caldo de feijão
jogamos na panela
é maloqueiro, é malungueiro, é macambeiro
é de terreiro , é brasileiro
ouvindo Bezerra da silva e Jackson do pandeiro
sou Arlequim desta terra
pode vim que eu tô Briguela.
Calos pretes, Bertold Brecht
Ernesto tche Guevara
Chico Mendes,Osvaldão
Lamarca, Mariguela
palavras libertárias
Huey Newton, Mumia abu Jamal, Mandela
sou poeta menino
como capitão virgulino
ser mau com os maus
Malcom X
eu sou assim, Luiza amahin
da tribo tupi
mas você nego, ser negô, ser nagô
se nego, senagal, der legal.
Mas negô nego buiu
se afirmo Zulu
guerreiro é mais um
como Cândido em sequestro
do cargueiros das trevas
iça a vela, pega o livro lê e leva
isso nunca falha, no batuque da alfalha
influenciado por Elis Regina,Sabotagem, Tim Maia
(refrão 2x)
salve...maloqueiro,mocambeiro,brasileiro
salve...mocambeiro,brasileiro,maloqueiro
salve...brasileiro,maloqueiro,mocambeiro
rimo por amor não pelo dinheiro.
ocupai, ocupai, ocupai
para o pai,para o filho,para a mãe
ocupai, com preta lona
no agudo da sanfona
influenciado por, Chico Buarque, Luiz Gonzaga e Racionais
reforma agraria urbana a gente é que faz
o estudo favelado tem que ser completo
Guimarães rosa ,patativa do assaré, João Cabral de mello neto
por que ...nordestino soul
preto soul, bleck power soul,
é som , soul da favela
do povo latino afro-ameríndia
é o poder popular
de Canudos e Palmares
terra de Conselheiro, terra de Ganga Zumba
bumba... meu boi, ciranda,coco,maracátu,cacuriá,
isso é nossa escola
empino pipa e jongo bala
e nesse jongo,sou vetikongo,sou do kongo
mas play boy vem,
com tche Guevara no peito
e naki no pé
pergunto qual é.
quer colar pra somar
cuidado quando vim
favela é assim.
é foda ,já que periferia é moda
se está pensando que é Disney Lândia
está perdido no mapa
cato papelão amasso lata
que são os sucessores de Zapata
(refrão 2x)
salve...maloqueiro,mocambeiro,brasileiro
salve...mocambeiro,brasileiro,maloqueiro
salve...brasileiro,maloqueiro,mocambeiro
rimo por amor não pelo dinheiro.
são mil treta
poucos trutas
mina e manos
os que ficam são espartanos
preparado para arregaço
o que eu falo, eu faço
se rap é compromisso
cadê nóis vocês
e rima pros gays
sei o que sei o que sei
eles são homens
por dizerem que são gay
rap é compromisso arte é movimento
são vários elementos
é trafego, é trafico de informação
chama os malungos camarada
as FARC da quebrada
eu não julgo ninguém
cada um joga com as quarta quem tem
do veneno fiz coringa, joguei pros boy
não jogaram pra nóis
a trinxeira
a riqueza verso a dor
eu versador
não sou presa, nem predador.
Luto pra afirma a cor
pra afirma valor
luto pelo preto amor
liberdade para raça
identidade para a cor
seja ela qual for, seja ela qual for
não pago de Cinderelo, não pago de Cinderela
sô mais ser um umbi na favela
do que um escravo na novela
América deixa de chora
as veias estão abertas
tá tudo de perna pro ar
a luta continua não podemos parar
o sangue estanca
a ferida cura
expedición donde miras
eu vou pra lá
caminhar conhecer novos varal
é guerrilha cultural
palavras de um poeta
americano... do sul da América
essa é a forca da literatura periférica.
Prólogo com P
Peço proteção
Peço protagonismo pra periferia
Presa? Predador? Pode Para!
Periferia preparada Panteras
Propósito popularizar propriedade
Positivo produção pão.
Parar privatização pessoas
Por praças, parques,praias
Preciso.
Pensamentos primitivos
Prédios, pilares , pirâmide
Patrões,políticos, policia
Poderosos patrocinando
Presídios,porradas,pobreza
Podre
Políticos para planalto
Produzindo plebiscito por propina
Pressão popular
passeatas, protesto, placas, postesia
Paulinho produzindo poesia
Paisagem perfeita
predestinada pro povo
Pomares paneladas,peladas,pipa,peões,pagode
Propósito pátria popular Palmares
Perigo! padre, pastores, políticos,policias
Perigo! Poltronas, programas, pipocas passividade
Pretérito perseguições
Presente punições
Porra! Pêra
Príncipe pra propaganda patético
plebeu produzindo poesia
Preta pichain Pilar
Pensamentos poéticos
preciso
Perpetuação participação perférica
Poder para povo preto
Poder para povo pobre
Poder popular
Poder popular.
Published at 20:26 in bruna ribeiro, pesquisa
Identidade
Desventrei de minha mãe
Em uma América Latina
E aqui estou eu
No meio de um ser tão
Desenvolvido de absurdos
E pouco correspondido
Nós que éramos tão pobres de lugares
De destino tão de outras pessoas
De vontades tão distantes das nossas
Suportamos nossos sertões calados
Por mais urbanados que somos e sejamos
Meu céu é de outro mundo
Sou um sujeito de intempéries
Fazendo os sentimentos mais inalterados
Se acotovelarem
Todo dia eu me jogo um pouco fora
Mas um pouco da gente sempre espirra nos outros
Eu me não quero mais
Eu me não quero mais
Pelos nadas desse mundo
Quero sim
Algo que fique quieto em mim
Apaziguando o pão que o diabo amassou
Dentro dos ruins da gente
Chega a cansar à alma
Do osso
Quero ver como me encontrar
Se eu não em perder
Mas em uns de mim quero estar
E essa lonjura toda
Pertencente às Américas
Deve de caber-me
Deve de Caber-me
Deve de caber-me
Triste Aliança
Um Paraguai enviuvado
Mantido resistente guarani
Devolvendo a guerra que lutou
Via free-shop
Um Brasil ao sul-balterno
E no comando um duque de caixões
A mando de uma inglaterra felis, de longe, mas happyssima
Um Uruguai gigante desfronteirado
Esparramando pampas
Uma rival Argentina, arquiniamiga
A trindade derrotando Solano e os seus
E mandando antepassados de Solano Trindade
Pra Cerro Corá e fronteiras adjacentes
Em busca de sangue e alforrias
Um Chile distante cortante
Pacífico, ainda não pinochetizado
Mentiras e verdades que já ganharam práticas
Nas costas nas cordas
Cordilheiras chicoteantes
Quero mais saber demais
Published at 20:24 in alan da rosa, pesquisa
Pontas da Ponte
Madruga, no busão espremer bagaças, se quebrar.
Pingar graxa, raiva e dividas. Pregado.
Movimentos estropiados, contando minutos até o dia 5.
Registrado no avental da produção. Amuado.
Manhãzinha de domingo, caminhonete estrumbada.
Suar, arriar, trombar, correr, se quebrar.
Terra e inchaço na caneleira.
Fintas inéditas e volta da várzea gargalhando.
Carregar, descascar, picar, enxaguar, se queimar
Melar as mechas arrumadas ontem no salão
Cheiro de alho e revolta nos dedos.
Injuriada, na cozinha da madame.
Carregar, depenar, misturar, se cortar, decorar.
Encaracolar na fronte fios de Sol e pimeta.
A unha do esmalte novo partir.
Orgulhosa, altiva, na cozinha do santo.
Cansa os pés, incha as pernas, levanata, abaixa
Lingeiro com a esquina, de onde vem o rapa
Melodia do pregão, vendendo passes de trem e trólebus
Garganta cansada, recolhe o material, pula o muros com as tralhas
Se dobra e dança mas não desvia do cassetete
Força os braços, apruma na ponta do pé, sobe, abaixa.
Esperto na mandinga, foi mas não foi.
Harmonia na bateria, o cantador o corrido
Desarma berimbau, arame fere dedo, rouca será a madrugada
Costela pêga, resvalada. Abraço no fim do jogo. Axé.
Licença
Peço licença pra versar
Rimar a dor, rimar cariho
Sou guerreiro da palavra
Nesse chão de tanto espinho
Passarinho quer voar
Mas também gosta do ninho
O mundo é grande, é mar, é ar
Homem que é pequenininho.
Nossa arte não se engana
É irmã da liberdade
Nessas rodas mandigueiras
Cultivando a amizade
O versado é soberano
Ritmado é majestade
Semente que lavra o peito
E depois flora saudade.
Published at 20:21 in pesquisa, shidon soares
Negra
Eu abri em mim as portas do século XXI
E sou o que guarda as coisas do passado
Engavetado entre papéis, chicotes
Alfarrábios que contém 2, 3, 4 milhões
Não foi nenhum nem dois
Foram milhões
E meu coração arde a culpa dos degredados
Dos sem pai, dos sem mãe, dos sem irmãos
Dos separados dos outros
Arde em mim a culpa e a dor dos que foram atados
As mãos presas a um destino
Cruel espólio de si mesmo
E de tudo quanto, à força, ficou para trás
Adeus Mama África
O horizonte descobrindo novos montes
Brasil tapete verde de cana e caldo de sangue
A pele preta dos pretos presos pregada nas argolas
Grilhões e correntes que ainda retinem na memória do tempo
Esse disco impagável que gira e move
O mundo o sol as estrelas
E eu que busco um guia nesta escuridão
Para que talvez eu possa compreender
Afinal
- O que é Consciência Negra?
Menção Honrosa - II - Festival de Cinema de Jericoacoara, Brasil, 2011
Melhor Documentário - VII - Mostra Competitiva de Vídeos do Interior SP, Ribeirão Preto, Brasil, 2011
Melhor Documentário - I - Festival de Paraisópolis, São Paulo, Brasil, 2011
II - FESTIVAL SP LESTE EM MOVIMENTO
V - Festival Visões Periféricas - RJ, Out, 2011
22 - Festival Internacional de Curtas Metragens de SP
TV - Brasil
Curta DOC -SESC TV
VII - Brésil en Mouvements, Paris, França, 2011
V - Festival Cinema Mundo, Itu, Brasil, 2011
II - Festival de Jericoacoara Cinema Digital, Jericoacoara, Brasil, 2011
VII - Festival de Filmes do Interior - SP Film Comission, Ribeirão Preto, Brasil, 2011
I - Festival de Cinema de Paraisopolis, São Paulo, Brasil, 2011
I - Festival Nós na Tela, São Paulo, Brasil, 2011
22 - Mostra Audiovisual Paulista
V- Mostra Take 1
Mostra de Vídeos de Indaiatuba
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